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Exercício I, Escrevendo com Autores, Grupo B

A animação em questão demonstra a forma como o grupo encarou o diálogo existente entre os escritos de Bomfim e Zaia a fim de promover a constituição de um campo teórico do Design. O grupo inicialmente pensou em estabelecer esse diálogo a partir de uma ramificação de polos com o objetivo de atingir uma interseção. O texto de Zaia, “A teoria como hipótese”, representando o campo da educação e Bomfim, com “Sobre a possibilidade de uma teoria do design”, o design. A partir destes dois polos, elementos como “Teoria”, “Prática”, “Crítica”, “Fundamentos”, “Conhecimentos”, “Disciplinas” e se este seria um questionamento relativo a elementos específicos e determinados ou indeterminados “A ou UMA”.

Contudo, após muita deliberação, o grupo entendeu que o diálogo não precisaria se dar necessariamente desta forma. Em vez de entender os escritos como polos distintos com elementos em comum, incorporou-se a simplicidade organizacional empregada por Bomfim para promover o entendimento de que seria mais adequado falar de ciclos.  Assim, questões poderiam suscitar disciplinas e conhecimentos, que por sua vez poderiam estimular teorias e práticas, que por sua vez provocariam mais questões. Entende-se também que não existe um sentido obrigatório para este ciclo, mas que a comunicação entre todos estes elementos promova um determinado entendimento a partir do fim do ciclo.

Uma vez finalizado o ciclo, mais questões surgirão e, portanto, um novo ciclo se iniciaria despertando a comunicação com os outros elementos. Consequentemente, o diálogo entre Zaia e Bomfim, no que diz respeito ao design, é representado por uma estrutura helicoidal que não lida com polos opostos, mas um processo de comunicação entre diversos elementos multidisciplinares. Da mesma forma, assim se estruturou o trabalho do grupo: por meio de um processo.

GRUPO:

Arthur Protasio, Bianca Martins, Claudia Bolshaw, Gabriel Cruz, Liliana Gutiérrez.

REFERÊNCIAS:

BOMFIM, Gustavo. Sobre a possibilidade de uma teoria do design. In: Anais do P&D Design 94, 1994, pág. 15-22.

BRANDÃO, Zaia. A teoria como hipótese. In: Pesquisa em Educação: conversas com pós-graduandos. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio: São Paulo: Loyola, 2002, pág. 61-72.

A Arte de Argumentar – Gerenciando Razão e Emoção

Antônio Suárez Abreu

Atelie Editorial, 2001 – 136 páginas

É destinado a todos aqueles que desejam melhorar seu relacionamento profissional, aumentando criativamente sua capacidade para o trabalho em equipe e para a resolução de conflitos.

Exercício 2, Da leitura como produção de sentidos, Grupo B

O Design e O Ponto

As poesias “A Biblioteca e o Armarinho” e “A Biblioteca e o Design” foram criadas pelo grupo para promover um diálogo entre os textos dos autores Goulemot e Colasanti.

A primeira poesia visa apresentar uma leitura que discuta o conceito de “biblioteca” apresentado por Goulemot contraposto à noção de costura trabalhada enquanto suporte e conteúdo por Colasanti. No entanto, a segunda poesia busca explorar a polissêmia abordada por Goulemot e fazer uma relação direta por meio da substituição de referências à costura por referências ao design.

A verdadeira integração se dá, no entanto, quando ambos os textos não são exibidos isoladamente, mas de maneira sobreposta e costurada a fim de identificar a união de todos os conceitos abordados e o diálogo entre os autores originais. Sendo assim, o grupo optou pela representação dessa sobreposição por interédios de transparências apresentadas no retroprojetor. O resultado obtido se valeu do suporte e de conceitos chave como “biblioteca”, “polissêmia” e “fisiologia” para criar uma apresentação simultaneamente nostálgica e inovadora.

GRUPO B:  Arthur Protasio, Bianca Martins, Claudia Bolshaw, Gabriel Cruz, Liliana Gutiérrez

REFERÊNCIAS:

Colasanti, M. A moça tecelã. São Paulo: Global, 2004.

Goulemout, J. Da leitura como produção de sentidos. In: Chartier, R. Práticas da leitura. São Paulo: Estação Liberdade, 1996

Exercício II, Grupo C: Da leitura como produção de sentidos.

Marcas dispostas na ordem da narrativa (da esquerda para a direita).

Com a finalidade de exemplificar a posição da leitura como prática cultural, como espaço de produção de sentido contextualizado na contemporaneidade, o grupo buscou unir as principais questões presentes no texto de Jean Marie Goulemot (Da leitura como produção de sentidos) e Marina Colasanti (A moça tecelã) a partir de uma inserção no campo do Design. A tarefa, uma atividade desenvolvida em sala de aula, consistiu em dividir a turma em grupos, e cada um destes grupos desenvolver uma narrativa a partir de uma sequência de marcas, isto é, a partir de construções visuais e culturais de grande peso simbólico. A escolha destas marcas e sua sequência obedeceu a uma interpretação conjunta do grupo da narrativa A moça tecelã, de Marina Colasanti (esta informação, porém, só foi revelada à turma ao final da atividade). Por esta interpretação conjunta já ter apresentado inúmeras coincidências e particularidades, advindas das “bibliotecas” individuais de cada um dos membros, esperava-se que os resultados dos outros grupos fossem os mais diversos possíveis. E não tivemos outro saldo! Seguem:

Grupo A – Bianca, Flávio, Heloísa e Julia

Grupo A trabalhando em sua narrativa.

Pâmela, usando sua lingerie erótica Du Loren, depois de se alimentar saudavelmente com a linha Becel para manter o corpo em forma, acessou seu iPhone da Apple e, após resistir ao desejo de comprar um Big Mac no mcdonalds.com, contactou Arnaldão, seu cafetão (que exala Axe barato e pilota arrogantemente sua BMW conversível), para buscá-la. Vestido de  Nike da cabeça aos pés, Arnaldão respondeu:

- Tu acha que eu sou teu motorista, sua vagabunda?

Vendo que só tinha cinco pratas no bolso, Pâmela desceu do salto, pegou o Metrô em Copa e voltou para a Pavuna, para pilotar sua Singer e fazer mais uns trocados.

Grupo B– Cláudia B., Gabriel, Liliana e Protasio

Grupo B trabalhando em sua narrativa.

Era uma noite muito quente e o ar condicionado estava quebrado. Jessica dormia apenas vestindo Du LorenAo acordar, ela segue para comer seu café da manhã. Passa margarina Becel no seu pão. Ao consultar seu iPhone, percebe que está atrasada para uma reunião. Se desconcentra e acidentalmente derruba seu pão. Percebe que não terá tempo de preparar novamente a refeição e corre para o Mc Donald’s mais próximo.

No calor de 40º graus, após sua refeição, percebe que está pegajosa de suor, mas tem apenas o Axe do marido na bolsa. Finalmente chega ao local onde sua BMW está estacionada, mas o motor não pega e ela lembra que o conserto só pode ser feito em uma autorizada. Desesperada, troca o salto alto por seu tênis de corrida  Nike (que convenientemente guarda no carro) e corre para o Metrô.

Às nove horas, o vagão está entupido e Jessica, em meio ao “empurra-empurra” da multidão, sente sua blusa de seda, provavelmente costurada por uma Singer, lentamente descoser. O dia nem começou, mas já está perdido.

Grupo D – Cynthia, Lucia e Patricia

Grupo D trabalhando em sua narrativa.

Hoje não foi meu dia. Quando fui me vestir, pela manhã, dei-me conta de que meu único sutiã cor-da-pele da Du Loren estava com a presilha do elástico a ponto de quebrar. Como sou designer, olhei  ao redor na tentativa de resolver o problema. Uma nova presilha surgiu de um recorte da tampa da minha Becel do café. Porém, acabei mesmo optando pelo araminho de pão, o mesmo que na noite anterior usei para abrir o compartimento do chip do meu iPhone, que acabei quebrando. Por conta de estar sem telefone, não consegui confirmar a entrevista do meu ex-futuro novo emprego no Mc Donald’s, mas fui até lá afogar minhas mágoas num Cheddar McMelt. Quinhentas calorias e uma lagarta! Saí pensando em queimar as calorias, antes reforçando o meu desodorante Axe, claro! Quem sabe enforcar quem deixou o maldito animal na minha refeição…

Estou saindo do restaurante e, finalmente, algo de bom. Um deus grego pilotando sua BMW e eu ali, mal nutrida e com o sutiã meio lá meio cá. Pensei: correr para ele ou correr dele? Meu Nike furado achou melhor tomar a direção do Metrô mais próximo. Desci na parada mais próxima à minha mãe, na esperança de que ao menos a Singer possa remendar meu sutiã e quiçá os meus próximos dias.

A partir destes resultados e juntamente das opiniões e discussões que a atividade desencadeou na sala de aula, o grupo e a turma puderam verificar o caráter tanto arbitrário quanto indutivo de uma marca e de toda a sua significação enquanto construção identitária de um produto, uma empresa ou uma instância em determinado contexto. Prestando-se não apenas como identificação visual daquela instância, uma marca apresenta-se também carregada de valores simbólicos e culturais que são responsáveis e, ao mesmo tempo, formados pela aceitação, pelo entendimento e o uso daquilo que ela representa no contexto social, econômico, político em que está inserida. Assim, ao visualizar nesta atividade quatro narrativas distintas para uma mesma sequência de construções visuais e culturais, o grupo e a turma puderam perceber claramente a posição da leitura como prática cultural, como espaço de produção de sentido contextualizado na contemporaneidade.

Atividade desenvolvida nos dias 27/03/2012 e 10/04/2012.

GRUPO:

Claudia Amaral, Fabiana Heinrich, Marco Lima, Sandro Lopes.

REFERÊNCIAS:

Colasanti, M. A moça tecelã. São Paulo: Global, 2004.

Goulemout, J. Da leitura como produção de sentidos. In: Chartier, R. Práticas da leitura. São Paulo: Estação Liberdade, 1996.

Exercício I, Grupo C: Escrevendo com autores.

Este vídeo apresenta as aproximações tecidas pelo grupo entre os escritos de Gustavo Bomfim (Sobre a possibilidade de uma teoria do design) e Zaia Brandão (A teoria como hipótese). Na busca por possíveis relações claras e lógicas entre os conteúdos de ambos os textos, o grupo sintetizou as principais informações presentes em cada um dos artigos e desenvolveu esquemas visuais que, interligados, acabaram por configurar um vídeo, tendo em vista a dinamicidade dos conceitos e afirmações apresentadas.

Em uma breve descrição:

Para Bomfim, o tema de uma teoria do Design pode ser entendido como uma configuraçãoEsta configuração pode caracterizar-se enquanto atividade ou produtoEnquanto atividade, pode ser entendida através de noções sintáticas, semânticas e pragmáticas. Já enquanto produto, pode ser entendida através das relações entre objeto e designer, objeto e meio de produção e objeto e usuário. A teoria do Design pode ainda ser vista, contextualizada, através de diferentes áreas temáticas, como a Filosofia, a História e a Pedagogia. Tal ordenação propicia a construção de uma teoria do Design enquanto processo 1) indutivo: da práxis (micro) para a teoria (macro); ou 2) dedutivo: da teoria (macro) para a práxis (micro). Este esquema dialoga com a noção de Zaia Brandão de teoria enquanto hipótese pois, conforme a autora, sempre podemos investigar um problema a partir de uma nova perspectiva: novos problemasvolta aos clássicosnovas releiturasenfrentamentos de novas questõesavançosnovos problemasvolta aos clássicos e assim sucessivamente.

Atividade desenvolvida no dia 20/03/2012.

GRUPO:

Claudia Amaral, Fabiana Heinrich, Marco Lima, Sandro Lopes.

REFERÊNCIAS:

BOMFIM, Gustavo. Sobre a possibilidade de uma teoria do design. In: Anais do P&D Design 94, 1994, pág. 15-22.

BRANDÃO, Zaia. A teoria como hipótese. In: Pesquisa em Educação: conversas com pós-graduandos. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio: São Paulo: Loyola, 2002, pág. 61-72.

APRESENTAÇÃO:

Os textos acadêmicos e outros textos (escritos)

A aula tratará de evidenciar algumas diferenças entre os textos conhecidos como acadêmicos e outros textos, todos utilizados em nossa sociedade em formato escrito. Nossa intenção é caracterizar o gênero acadêmico como distinto dos demais, e também refletir sobre o processo da escrita socialmente, pensando nos autores e leitores de tipos diferentes
de textos. Estaremos abordando marcas gerais de textos não acadêmicos e acadêmicos e apresentando, de maneira geral, o formato organizacional destes.

[ Veja o artigo completo ]

Textos acadêmicos e outros textos (escritos). IN: Fundamentos do Texto em Língua Inglesa II. Disponível em: http://www2.videolivraria.com.br/pdfs/14643.pdf

Estética da Criação Verbal

A figura de Mikhail Bakhtin aparece hoje como uma das mais fascinantes e enigmáticas da cultura européia de meados do século XX. De fato, é possível distinguir, como o faz Todorov na introdução, vários Bakhtin: depois da crítica do formalismo vignte, o Bakhtin fenomenólogo, autor de um primeiro livro sobre a relação entre o autor e seu herói; o Bakhtin sociólogo e marxista do final dos anos vinte que aparece nos complexos Problemas da Poética de Dostoievski; o Bakhtin dos anos trinta, marcados pelo Rabelais e pelas grandes explorações culturais no campo das festas populares, do carnaval, da história do riso, e o Bakhtin “sintético” dos últimos escritos.

Os textos reunidos neste volume provêm de três momentos importantes dessa rica carreira e permitem compreendê-la melhor. Iniciam com os extratos da sua primeira grande obra, descrição fenomenológica do ato de criação.
Texto escolhido: Os gêneros do discurso.
IN: BAKHTIN, M. M. Estetica da criação verbal. 5. ed. São Paulo: WMF, 2010. 512p. ISBN 9788578272609