//
Comunicação, interação e autoria em Design

ART 2278 Comunicação, Interação e autoria em Design

O trabalho amoroso e detalhado de passar o modo de significar do original para uma outra língua implica na construção de um objeto político novo, nem um e nem outro e por isso um lugar de hibridismo descortinador de um espaço que pode aceitar e regular a estrutura diferencial do momento da intervenção sem apressar-se em produzir uma unidade do antagonismo uma contradição social. Enfim, um lugar que se abre a negociação em lugar de a negação.
Homi Bhabha.

Ementa

Caracterização do design como um sistema interdisciplinar de comunicação. O discurso do design como processo de linguagem. A polifonia da estrutura formal do produto de design – leitura e interpretação. Princípios de natureza geral que regem o ato criador em suas diferentes manifestações e as implicações de se pensar a comunicação sob o ponto de vista processual.

Objetivo

Pensar o Design como:

  • Sistema interdisciplinar de comunicação;
  • processo de linguagem e comunicação;
  • decorrência de um ato criador (autoria/atuação no Design); e
  • ativador de múltiplas leitura e interpretações (recepção/polifonia).

Professoras

  • Profa. Dra. Jackeline Lima Farbiarz
  • Prof. Dra. Rita Maria de Souza Couto

Método didático

  • Aulas de discussão de textos
  • Exercícios com textos

Créditos

  • 3 créditos

Avaliação

  • Assiduidade e pontualidade
  • Seminários individuais ou em grupo.
  • Apresentação de trabalho final em forma de artigo, no período de G2.

 Outras Observações

  • Para a discussão e realização dos exercícios com os textos é imprescindível a leitura dos mesmos antes das aulas, para que possa haver troca de ideias e opiniões.
  • A participação dos alunos nas aulas dar-se-á, também, por meio virtual.
  • Os artigos deverão seguir as diretrizes apresentadas na página da disciplina.
  • Após a avaliação dos artigos, os mesmos poderão ser reunidos em uma publicação.

Cronograma

Agosto Setembro Outubro Novembro
14/8A questão interdisciplinar 04/09Formas de leitura Formas de linguagemFormas de recepção 02/10Ato criativo 06/11Seminário
21/8Design e interdisciplinaridade 11/9 Contemporaneidade, visitando os   estudos culturais 09/10Design e autoria 20/11Seminário
28/8Modelos de comunicação 18/9Palestra 16/10Palestra 26/11Seminário e Encerramento
25/9Workshop 23/10Palestra
30/10Aula preparatória para seminários

 Referências Bibliográficas

  • ABREU, Antonio Suàrez. A arte de argumentar. SP, Ateliê Editorial, 1999.
  • BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo, Hucitech, 1997.
  • BENVENISTE, Émile. O homem na linguagem. Lisboa, Ed. Veja, 1990.
  • CANCLINI, Nestor G. Consumidores e Cidadãos. RJ, UFRJ, 2001.
  • CASTELLS, Manuel. O poder da Identidade. SP, Paz e Terra, 1999.
  • COUTO, Rita Maria de Souza Couto. Movimento interdisciplinar de designers brasileiros em busca de educação avançada. Rio de Janeiro, PUC-Rio (Tese de doutorado), 1997.
  • GEERTZ, Cliford. Nova luz sobre a antropologia. RJ, Jorge Zahar, 2001.
  • GOFFMAN. Erving. A representação do eu na vida cotidiana. SP, Vozes, 1990.
  • Iser, Wolfgang. O ato da leitura.
  • MARTIN-BARBERO, Jesus. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. RJ, UFRJ, 2003.
  • ORLANDI, Eni Pulcinelli. A linguagem e seu funcionamento. SP, Pontes, 1987.
  • PIGNATARI, Décio. Informação, Linguagem, Comunicação. SP, Ateliê Editorial, 2003.
  • SANTAELLA, Lucia e Noth, Winfried. Comunicação e Semiótica.Sp, Hacker, 2004.
  • SOMMERMAN, A. Inter ou Transdisciplinaridade? Da fragmentação do discurso ao novo diálogo entre saberes. São Paulo: Paulus, 2008.
  • VOGTHT, Carlos. Linguagem, Pragmática e Ideologia. São Paulo, Hucitec, 1976.

 

O obstáculo maior à integração da vida cultural é a dificuldade em fazer com que as pessoas que vivem em mundos diferentes possam influenciar-se reciprocamente de uma forma genuína. Se é verdade que existe uma consciência coletiva, e que esta consiste na interação de uma multiplicidade desordenada de perspectivas nem sempre comensuráveis, a vitalidade dessa consciência coletiva dependerá então, de que sejam criadas as condições para que essa interação possa ocorrer. O primeiro passo para a criação dessas condições é a aceitação de que existem diferenças, e diferenças profundas; o segundo é compreender quais são essas diferenças; e o terceiro é construir algum tipo de vocabulário capaz de formulá-las publicamente – um vocabulário através do qual econometricistas, epigrafistas, citoquímicos e iconólogos possam explicar um ao outro, de uma maneira verossímil, o que são e o que fazem.
Cliford Geertz

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Departamento de Artes & Design
Programa de Pós-graduação em Design