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Por que Contar Histórias? Seminario Grupo B

Por que contar histórias – ARTIGO

“Por que contar histórias?”. Entendendo que o ato de narrar não só é uma característica inerente ao ser humano, mas também universal a todas as civilizações, os integrantes do grupo decidiram abordar este
tema de interesse comum.

Nesse sentido, adotando a proposta de construir uma “colcha de retalhos”, decidiu-se produzir material que fosse dotado de uma temática unificadora, mas baseado em pontos de vistas diferentes.
Assim, quatro autores foram selecionados para promoverem um diálogo acerca da discussão sobre a narrativa. As vozes de Paul Ricoeur, Christopher Vogler, Jean-François Lyotard e Walter Benjamin foram articuladas a fim de demonstrar as divergências e semelhanças entre as posturas de cada uma de suas considerações.

A partir desse diálogo, foi construída uma história em quadrinhos que atuou como ilustração dessa análise interdisciplinar.

http://issuu.com/gfsantiago/docs/interdisciplinar

Em seguida à apresentação da história em quadrinhos para os alunos em sala, uma dinâmica de criação de histórias foi proposta. Seu objetivo era demonstrar a aplicação prática dos conceitos demonstrados e
revelados a partir do diálogo na arte sequencial.

Utilizando apenas um determinado número de recortes de personagens aleatório, os grupos foram encarregados de construir novas e breves histórias que fizessem uso dos recursos oferecidos. Quatro novas histórias foram apresentadas e todas elas fizeram referência a um ou mais conceitos dos autores. Em todas elas foi fácil identificar alguns dos passos da Jornada do Escrito (A chamada, a recusa, o mentor, o retorno com o elixir, a transformação).

Já em quatro grupos específicos, a questão existencial do caos e do drama temporal foi evidenciada pelo paralelo da história criada com a atual vivência acadêmica de autores. (dando nomes de itens acadêmicos aos personagens ou simplesmente fazendo um resumo da vida acadêmica).

Em um dos grupos, a criação de personagens em um universo fantástico onde o recurso da magia e da transformação exemplificou bem o significado do narrador como uma figura sagrada, quase como um Deus que cria seu próprio universo, mas sem deixar de utilizar a narrativa criada neste universo fantástico para passar a mensagem a quem escutava atentamente à história.

Grupo:

Arthur Protasio, Claudia Bolshaw, Gabriel Cruz, Liliana Gutiérrez

Referências:

  • BENJAMIN, Walter. O Narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. In: Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 1936. São Paulo: Brasiliense, 1994
  • CAMPBELL, Joseph. O Herói de Mil Faces. São Paulo: Cultrix, 1992
  • LYOTARD, Jean-François. A Condição pós-moderna. 8 ed. Rio de Janeiro: Jose Olympio, 2004.
  • RICOUER, Paul. Tempo e narrativa (tomo I). São Paulo: Papirus, 1994.
  • Silveira, Nise.O Mundo das Imagens. Editora Ática. Rio de Janeiro, 1992.
  • VOGLER, Christopher. A Jornada do Escritor. Estruturas Míticas para Escritores. Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 2006